A maratona continua

January 20th, 2010

Enquanto faço as contas e olho no calendário a melhor época para aterrisar em New York, quem segue viagem são os amigos Daniel e Aline. Pra você que tá lendo vai ser fácil acompanhar a viagem do casal em busca de aventuras e da cidadania italiana em 7errantes/fuganumerodois. Boa viagem aos que partirem, boa vida aos que ficarem and I’ll see you soon. ;)

Lista – Hostels

November 4th, 2009

Dormir não é exatamente o foco de viagens como a que fiz.  No entanto esse será um dos momentos mais importantes do seu dia. Tão importante que más escolhas podem te fazer ter vontade de voltar correndo pra sua cama.

Nunca fui muito fresco com a cama em si. Dura, mole, com um pouco do pé pra fora, dá tudo no mesmo. Só que o ambiente onde se dorme TEM que ser no mínimo razoável.

Por isso que agora listo o que de melhor (dentro do meu orçamento) eu consegui encontrar:

5º -  Pop Hostel -  Madrid

Diária: 18 euros
Nº de noites: 5

Esse foi o meu primeiro hostel na Europa. Logo depois do medinho da entrada em Madrid foi bom sentir o espírito de mochileiros como eu. Talvez por que eu tenha tido a sorte de ficar em um quarto para apenas duas pessoas, o lugar, apesar de muito simples, me agradou. O armário dentro  do quarto, o wi-fi de sinal fraquinho, a janelinha que permitia que um vento corresse no calor de Madri e o silêncio foram os pontos altos. Se você está achando pouco precisa saber como eram os três albergues que ficaram nessa lista (prometo um post de Dont’s).

4º  -  St. Cristophers – Londres

Diária: média de 11,2 libras
Nº de noites: 4

Foi no St. Cristophers que me tornei Dave Grohl pela primeira vez nessa viagem. O albergue localizado do lado da Shepherds Bush tinha quartos pequenos e pouco arejados. Tinha também umas hóspedes australianas MUITO das barulhentas, mas isso não era culpa deles. Mesmo assim, foi bacana. Além de grandes armários para guardar as grandes mochilas como a minha, esse albergue possuia uma sala de tv com wi-fi e tomadas à vontade, e, o melhor, um PUB como recepção.  A combinação noite de karaoke e Guiness foi inesquecível pra mim.

3º  -  Kabul  - Barcelona

Diária: 22 euros
Nº de noites: 3

O albergue sobre o qual mais ouvi falar no Brasil foi o Kabul. Só a localização na Plaza Real já é uma atração.  O hostel é bem organizado e o café da manhã (que não cheguei a tomar) parece bom. O quarto que fiquei era para 20 pessoas e, talvez por isso, bem quente.  O staff não era dos mais simpáticos. Muito provavelmente para não estimular gracinhas das quais eles já devem estar de saco cheio. Apesar da localização ser realmente boa, a grande atração é a programação noturna que o hostel promove. Festas todas as noites, descontos para turistas e lugares deslumbrantes fazem entender porque existem veneradores da noite de Barcelona.

2º  -  Meininger - Vienna

Diária: 16 euros
Nº de noites: 3

Descendo na Keplerplatz você anda mais duas quadras e chega a esse albergue que tem cara de hotel.  Serviço de primeira qualidade que consegue somar a díficil combinação de boa estrutura e simpático atendimento. O Meininger também tem um café da manhã tão completo que vale o valor extra pago – tem Nutella à vontade.  Quartos lindos,  elevador – um luxo – e wifi delícia me fizeram querer ficar mais.

1º  -  The Circus - Berlin

Diária: 19 euros
Nº de noites: 3

Ok, vocês tinham razão. A quem em indicou o The Circus meu muito obrigado. Do lado de umas três estações de metrô, fachada bonita, arquitetura e decoração modernas, serviço agradável, quartos arejados e planejados, elevador – já falei que é um luxo? -, wi-fi de gente,  almoço barato e o melhor café da manhã all you can eat da Europa. Nem comentarei porque ta dando uma vontade louca de voltar.

Tô fora

October 29th, 2009

Já em casa, botando todas as roupas para lavar, me dei conta da pior de todas as escolhas na viagem: ir de mochila. Ela se apresenta como prática e detém todo um estigma de aventura, mas na verdade deveria ter sido substituída por uma belíssima mala de rodinhas.

A primeira impressão era de que as rodinhas da mala causariam muito transtorno para quem pretende atravessar fronteiras e se afundar nos meios de transportes mais diversos. E isso realmente poderia ter acontecido caso meu destino fosse países/cidades despreparadas para o turismo – como é o caso da maioria da cidades da América e da África. Mas nos principais centros europeus a suspeita não se confirmou.

Com uma mala de rodinhas você provavelmente terá de carregá-la nas escadas do metrô, nas raras ruas desniveladas, na subida para trens, ônibus e afins e só. Compare agora com uma mochila pesada grudada às costas TODO o tempo. Inegável vantagem.

Quanto ao espírito de aventura, garanto, não compensa. Portanto, mochila nunca mais.

Au revoir

October 25th, 2009

E hoje é o último dia de Europa. É, eu sei. No entanto, o melhor do blog ainda está por vir (ui). Agora vai dar tempo de publicar todas as listas que fiz. Melhor lugares para dormir, melhores festas, museus, parques, compras,custos, etc, etc. Pra quem está planejando viajar é o que mais interessa.

Agora serão 15 horas de avião até a Terra Brasilis. Até logo, Velho Mundo.

Outros muros

October 22nd, 2009

Ao contrário do que eu imaginava, é possível caminhar por Berlin sem lembrar do muro. Exatos 20 anos depois da queda, a cidade consegue ter uma vida independente e ser coesa o suficiente para que os olhares menos atentos a tratem como mais uma capital européia.

Sem dúvida os turistas são os que mais reavivam a memória dos tempos da Berlin dividida.  Buscando por vestígios e souvenires de uma época que agora parece surreal, os estrangeiros alimentam museus e comércios ligados ao muro e também as guerras.

Um dos pontos mais visitados é a East Side Gallery. Esse pedaço do muro foi transformado em galeria no começo da década de 1990 e agora passa por uma renovação, realizada pelos mesmos artistas das pinturas originais.

Certamente influenciada por sua histórica relação com paredes e muros, a cidade nos apresenta um grande números de espaços grafitados. Enquanto no Brasil ainda vemos o grafite como uma exceção frente as pichações, Berlin tem o cenário ao revés. Portanto, inclusive no caminho para a East Side Gallery a dica é ficar atento a esses outros muros.

Brasileirada em Praga

October 21st, 2009

Muito menos útil do que eu havia imaginado que seria, a série ganha seu segundo e provável último capítulo (nada comentarei sobre  minha relação com o metrô de Berlin porque me envergonho). E a contribuição vem de um jovem cidadão de Praga.

Estava eu caminhando por um lindo parque da cidade, que por sinal fica escondido atrás de uma porta de ferro, quando avisto um guri perto de um dos chafarizes do parque. O rapaz tira algo do bolso, desenrola uma corda e joga um negócio dentro do chafariz. Demorei pra entender o que ele estava fazendo.

O tal negócio jogado pelo rapaz era um imã. E dando voltas pelo chafariz o rapaz foi recolhendo todas as moedas que incautos turistas jogaram no chafariz esperando em troca a realização de algum desejo. E pra evitar que o blog seja processado, fiz fotos.

Manoel Carlos me formou

October 19th, 2009

Quando alguém programa uma visita a Amsterdam todas as recomendações e piadas a respeito dos coffee shops são recebidas. As experiências nos coffee shops costumam gerar momentos memoráveis. Eu realmente acho que deve ser uma situação, no mínimo, incomum, mas não pra quem esta viajando sozinho.

Não faria nenhum sentido pra mim ir até um café e fumar maconha ou haxixe e ficar lá, viajando. Além do medo de uma bad trip, o mais engraçado num momento como esse é dividir as sensações que a droga provoca com os amigos. Portanto, não fumei. E tudo bem.

A não-experiência me vez conseguir valorizar ainda mais a surpreendente Amsterdam. As pessoas ficam tão empolgadas com suas histórias nos coffee shops que acabam esquecendo de comentar a beleza da cidade.Como meu repertório é fruto da cultura popular, minha principal referência de Amsterdam era essa.

Sendo assim, eu já previa que a cidade onde a Nanda e o Leo moravam era bonita, mas não tanto. Todas as pequenas ruelas são charmosas e os canais emolduram a cidade. O resumo da história é que vale muito a pena ir a Amsterdam, mesmo que você seja careta.

A foto mais londrina que consegui tirar

October 16th, 2009

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É nóis

October 13th, 2009
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Centro de Londres

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Tamo ali, pequenininho, mas tamo!

Tamo ali, pequenininho, mas tamo!

Sabrina Parlatore feelings

October 12th, 2009
sabrina

Foto fria só pra colorir o post...

Agora que metade da viagem já passou, posso fazer um balanço de algumas coisas. A primeira é o Top 5 das músicas mais ouvidas. Provavelmente, o sucesso de algumas delas sejam só o resquício do verão.

Nessa seleção foram consideradas as músicas ouvidas fora do meu MP3 e o critério de desempate é o número de países/cidades diferentes onde foram ouvidas. Vamos aos premiados.

5º lugar

Kings of Leon – Sexy on fire

 

Música ouvida principalmente em bares de Madrid e Londres. Especial para aquele momento em que o DJ abaixa o volume no refrão e geral faz o gritinho do Yeahhhhhhhhhhh!

4º lugar

Juanes – Camisa Negra

 

Conheci essa música no ano passado quando a amiga Deborah foi a Venezuela e me mandou um pen drive só com ela. Pois o sucesso de Juanes permanece forte nas lojinhas de souvenirs da Europa. Ou pelo menos na metade delas que é comandada por imigrantes latinos. Ouvida em Barcelona, Paris e Londres.

3º lugar

Kings of Leon – Use Somebody

 

E os donos da 5ª posição também estão no 3º lugar da parada (…). Sim, Kings of Leon rocks. Essa música é tão tocada que chega a repetir em algumas festas. E a galera delira sempre. Ouvida em todas as cidades, mais de uma vez na mesma noite.

2º lugar

Black Eye Peas – I’ve Got a Feeling

Essa é a única que não consegui baixar. O sucesso de Will.i.am e cia toca todos os dias em todos os lugares. Parece que é o hino para começar uma festa. A diferença entre ela e Use Somebody é que, mais de uma vez, já passei em frente de casas e esse som tá bombando.

1º lugar

Pitbull -  I Know You Want Me

 

Disparada na primeira posição está a canção de Pitbull. Essa música é uma praga. Começou em Madrid onde eu ouvia todo santo dia. Depois, Barcelona. Aí eu pensei: deve ser porque na Espanha tem essa pegada latina e tals… Engano meu. Cheguei em Paris e bombava. Londres as pessoas r-e-b-o-l-a-v-a-m-a-t-é-o-c-h-ã-o com essa música.Lucura! E como não podia deixar de ser, se vocês prestarem atenção no começo da música tem a palavra mágica do rebolado: Brazil!