Sobre o sentimento de estar lá

Chegamos ao fim de mais uma viagem. Depois de uma jornada de volta que iniciou ainda na sexta, quando deixamos Cracóvia rumo a Frankfurt, depois Madri e São Paulo, chegamos na manhã de hoje em Porto Alegre.

As impressões sobre algumas das coisas pelas quais passamos ainda deverão aparecer por aqui. Por isso, o objetivo deste post não é colocar o blog em recesso novamente. Nos próximos dias queremos publicar fotos e algumas palavras sobre um ou outro assunto antes de dar um tempo no Velha Amiga até a próxima jornada.

O que já podemos dizer é que foi uma viagem completamente diferente daquela que fizemos no ano passado, por Argentina, Chile e Bolívia. O que não deixa de ser um pouco óbvio. Ao viajar pela América do Sul, descobríamos um novo mundo a cada dia. Na Europa a experiência era outra: a cada dia, vivíamos (e confirmávamos a ideia de) um mundo que já parcialmente conhecíamos.

Mas isso não fez do nosso curto giro pelo Velho Continente uma viagem menor. Muito pelo contrário. Ver de perto lugares consagrados, como Torre Eiffel, Louvre, (pedaços do) Muro de Berlim, Auschwitz, Sagrada Família, entre outros, fez com que nos sentíssemos parte de uma realidade que até pouco tempo só era possível nos filmes e nos livros de história.

Há dois ou três anos, fazer uma viagem como essa era impraticável financeiramente. Por isso, muito da emoção de atravessar o portão de Brandemburgo ou entrar em um barracão de Birkenau é saber que nós chegamos nesses lugares tão importantes basicamente através do nosso próprio esforço. E a ajuda que recebemos foi dos nossos pais, que ainda não conhecem a Europa e que, quando tinham a nossa idade, ter esse objetivo era praticamente um delírio.

Realizado. Por mim e por eles. Foi mais ou menos assim que me senti quando vi a Torre pela primeira vez – quando caiu a ficha de realmente estávamos lá, em Paris (na Europa!), vendo aquela gigantesca estrutura de mais de 300 metros com nossos próprios olhos. Não me esquecerei nunca daquele momento. Mesmo “observando” de longe, tenho certeza de que meus pais também não.

4 Responses to “Sobre o sentimento de estar lá”

  1. Melissa Becker writes:

    Quando cheguei a Paris, ir à Torre Eiffel era obrigatório no meu roteiro mais pelo seu simbolismo. Mas, quando eu a vi, isso mudou. E, à noite, com as luzes piscando, me senti como uma convidada numa festa especial – mas aquilo é simplesmente o dia-a-dia da capital parisiense.
    Como ainda não vi vocês, faz de conta que ainda estão viajando e que essa minha espiadela no blog hoje tá valendo! Beijos. :)

  2. João Vicente Ribas writes:

    welcome back, dear friends!
    parabéns por mais uma super-jornada!!!
    grande abraço!

  3. bema writes:

    Tuas palavras revestem nossos sonhos, é um meio para não esquecermos dele.

  4. Pedro Luiz S. Osório writes:

    Como se diria no “meu tempo”, falou e disse.

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