Poland rocks!

No domingo passado, fomos ao Heineken Open’er Festival. Tudo muito organizado: vários ônibus gratuitos saíam do centro da cidade para o local dos shows.

O primeiro show do palco principal que vimos foi Lily Allen. A moça começou fraquinha, ainda com o sol lá em cima. Demorou um pouco pro povo se empolgar, e ela mesma não parece ter muito o domínio do palco. Lá pelas tantas largou um: “Vocês estão empolgados com Kings of Leon? Eu também!” E cantarolou um “Sex on Fire”, sucesso do último álbum dos americanos.

As melhores músicas de Lily foram Womanizer (aquela da Britney) e It’s not fair, último hit do show, sucesso do seu álbum mais recente, que finalmente conquistou a galera. Prolongar o refrão e mandar um remix em cima foi divertido, o que rolou com outras canções conhecidas também, como Smile. Mas as pausas entre uma música e outra deram uma esfriada num show que poderia ser mais animado.

Uma hora e meia depois, subiram no palco os guris do Kings of Leon, show mais esperado por nós. Na tentativa de equilibrar a “caipirice” dos 2 primeiros cds e a levada mais pop do último, os caras parecem não ter achado o ponto certo.

As músicas do primeiro álbum ganharam um ritmo um pouco mais lento. Mas apesar do refrões menos acelerados, os solos de guitarra ainda respeitavam as versões originais. Talvez Caleb Followill, o vocalista, não tenha mais fôlego, sei lá…

Fiquei surpresa com as músicas do último álbum, do qual não gostei tanto quanto dos primeiros. Caleb rasga bem a voz em todas as músicas, uma das coisas que me encanta na banda. As versões ao vivo dos hits mais novos ganharam uma cara mais rock. O que contribuiu foi o público ter vibrado mais nestas músicas mais recentes. Curti mais do que ouvindo o álbum em casa.

Vibravam tanto que o vocalista ficou supreso com a reação da galera. Falou que não sabia exatamente o que esperar daquela noite, mas estava curtindo muito.

_ A gente sabe que tem Placebo e outras bandas depois, mas se vocês continuarem assim, não vamos sair do palco hoje!

O final do show foi morno, bem a cara do último álbum.

Enquanto isso, o palco secundário pegava fogo com a dupla de ingleses Ting Tings. Aqueles dois sabem fazer barulho e colocar a galera pra dançar. Com apenas um álbum lançado, tocaram todos hits que fazem sucesso nas pistas de todo o mundo, de Porto Alegre a Berlim _ That’s not my name, Shut up and Let me Go, Great DJ

Katie White toma conta do palco enquanto Jules de Martino fica sentado na bateria e, de lá, também interage com a galera. Na segunda metade do show, ela desaparece e deixa ele no comando. Como DJ, Jules sabe o segredo pra conquistar o público heterogêneo de um festival. Com remix de clássicos como Another one bites the dust e a trilha do Ghostbusters, a galera pirou. Em seguida, volta a loira e eles emendam mais um sucesso.

E se os novatos do KOL parecem perder o ritmo acelerado do primeiro trabalho, o contrário acontece com os veteranos do Prodigy. Os caras ainda têm muito pique e mandaram muito bem encerrando o festival. Antes
deles, Placebo tocou, mas, como já tínhamos visto a banda em Porto Alegre, preferimos ver Ting Tings, que foi a melhor surpresa da noite.

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