7errantes na Rádio Gaúcha

por Moreno Osório

A Marcela participou hoje do Brasil na Madrugada, da Rádio Gaúcha. O assunto era “mochilão”. Confere aí no player abaixo.

 

Passando o bastão

por Moreno Osório

Ainda queremos publicar algo do tour pela Europa (principalmente fotos), mas como não há previsão para que isso aconteça, este blog está novamente fechando as portas temporariamente. Como (quase) todos sabem, o Velha Amiga nasceu como um blog de viagem que funciona apenas (até que decidamos o contrário) em função das nossas viagens. Por isso paramos de postar. Foi assim no ano passado, quando fomos ao Chile e Bolívia e depois a Buenos Aires.

Nos próximos meses, além de posts eventuais, algumas inovações devem ser implementadas. Mas não há prazo. Aos amigos que acompanharam a nossa viagem em junho e julho passados, muito obrigado.

Mas o baile segue, e agora a estimada audiência do VA também pode seguir as aventuras dos outros Errantes. Em algumas semanas, será a vez do Luis Filipe, dono do Vida Sabática, partir para uma viagem de 35 dias pela Europa. Mas a cobertura, assim como no Velha Amiga, começa antes. Passa lá no blog dele.

Falando em acompanhar viagens, fica a dica também para o 2backpacks, blog dos amigos Felipe e Amandine, que partiram há alguns dias de Paris para uma volta ao mundo a ser completada em um ano.

Twitter Weekly Updates for 2009-08-10

por Moreno Osório

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Auschwitz e o poder da ficção

por Moreno Osório

Foi automático. A primeira coisa que pensei quando enxerguei o portão de Auschwitz II-Birkenau – de longe, ainda de dentro do ônibus – foi nos filmes que vi cujos cenários são campos de concentração.

Ficção. No momento em que eu vivia um dos maiores choques de realidade da minha vida, o que eu conseguia pensar era em ficção. À medida que avançávamos caminhando por entre os trilhos que há pouco mais de 60 anos significavam a morte para milhares de pessoas, meus pensamentos se afastavam cada vez mais do real.

Ao imaginar os trens que cruzaram por aquele pórtico cuja abertura tem o tamanho exato de um vagão, eu lembrava de uma cena de O Pianista em que a família de Wladyslaw Szpilman era jogada para dentro de um deles. Ao abrir a porta de um barracão, eu enxergava o que Giosué – o filho de Roberto Benigni em A Vida é Bela – viu quando voltou com o pai de um dia de trabalho forçado. Ou ao pensar em como era o campo no inverno, logo me vinha à cabeça a cena de Sunshine em que Adam Sors, um dos personagens interpretados por Ralph Fiennes, é congelado vivo sob o olhar dos outros prisioneiros.

Cena da morte de Adam Sors, que, na vida real, se chamava Attila Petschauer e realmente morreu dessa forma

Eram tantas as referências que eu cheguei a ficar um pouco incomodado. Eu caminhava por Auschwitz e comparava cenas de ficção (reconstruções do real) com a minha própria capacidade de imaginar o que havia acontecido lá. Em alguns momentos eu achava que algumas interpretações – a aí de cima, por exemplo – tinham me impressionado mais do que alguns sítios, como as ruínas de uma câmara de gás, por exemplo. E tinham.

Claro que há experiências sem comparação. Ouvir o rangido da porta de madeira de um barracão por uns dois segundos, que é mais ou menos o tempo que os olhos levam pra se acostumar com a escuridão lá de dentro, é, sim, uma sensação muito ruim. Mas quanto estamos imersos no imaginário (realista) de uma obra de ficção, assistir ao sofrimento humano pode ser tão impactante quanto enterrar o pé no barro de Auschwitz.

Mas sempre vai ser ficção, disse a Marcela ao ver a cena do congelamento de Adam Sors. Sim, exato. Mas me parece que uma função fundamental da ficção nesse caso é funcionar como uma espécie de ajudante da nossa imaginação. Ainda que se trate de atuações, de cenários, de personagens fictícios, ela reproduz em cores, com intensidade dramática e fidelidade histórica algo que realmente aconteceu com milhares. Na falta de relatos mais próximos, ela dá cara à história. Transforma o geral em algo próximo, particular, mais fácil de ser sentido, percebido, entendido.

É como dar um rosto conhecido às milhares de pessoas que desciam daqueles trens e caminhavam em fila rumo à morte nas câmaras de gás.

*Post originalmente publicado no blog O Coala.

Orçamento VII (O preço de ir à Europa)

por Moreno Osório

Aos poucos vamos finalizando a cobertura do European Tour. Agora é a vez de fechar as contas. Até então, o valor total da viagem estava em R$ 3.767,87. Abaixo seguem os últimos gastos, com exceção de algumas compras pessoais. Lembrando que os gastos são referentes a uma pessoa (eu, no caso).

Dinheiro levado em cash: 600 euros (comprados a R$ 2,98). (R$ 1.788,00)
Dinheiro levado em VTM (Visa Travel Money): R$ 1.100

Fatura do cartão com vencimento em julho. Dólar a R$ 1,98.

  1. Passagem Berlim-Gdynia
    Empresa: Eurolines
    Preço: 217,79 PLN (R$ 138,97)
  2. Passagem Cracóvia-Frankfurt
    Empresa: LOT
    Preço: 503,38 PLN (R$ 323,45)
  3. Reserva antecipada de albergue em Berlim
    Preço: 1 euro (R$ 2,79)
  4. Seguro de viagem
    Preço: R$ 211,93

Fatura cartão com vencimento em 6/8. Dólar a R$ 1,91.

  1. Diária albergue East Seven
    Local: Berlim
    Preço: 18 euros (R$ 48,40)
  2. Passagem Gdynia-Cracóvia
    Empresa: PKP
    Preço: 95 PLN (R$ 56,70)

Parcial: R$ 3.670,24

Total da brincadeira: R$ 3.767,87 + R$ 3.670,24 = R$ 7.438,11. Resumidamente, esse valor total foi gasto da seguinte forma:

  • Passagem POA-Europa-POA = R$ 2.482,92
  • Passagens internas na Europa = 1090,46
  • Cash + VTM (dinheiro dia a dia e hospedagem) = 2.888,00
  • Outros (shows, seguro, pequenas compras, etc) = R$ 976,73

A viagem saiu muito barata. Principalmente porque praticamente não pagamos hospedagem – ficamos na casa de amigos/conhecidos e couchsurfers. Das quatro semanas na estrada, foram apenas sete diárias (oito pra mim, pois não cancelei a reserva do albergue em Berlim e acabei tendo que pagar uma), sendo que uma delas (duas, no meu caso) não usufruimos pois não deu tempo de cancelar.

Sem falar que dentro desses R$ 7.438,11 ainda tem pelo menos uns R$ 250, R$ 300 de compras. Portanto, o preço final do tour pela Europa saiu por pouco mais de R$ 7.100.

Há vida em Auschwitz

por Moreno Osório

Twitter Weekly Updates for 2009-07-13

por Moreno Osório

  • Empacotando as coisas. Passaremos a noite viajando de trem para Cracóvia. O curto período em Gdynia foi massa. #
  • Ah, belas mulheres a Polônia tem. Morenas bem brancas e de olhos claros. #
  • Em Frankfurt, hospedados na Farrapos da cidade. #

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Sobre o sentimento de estar lá

por Moreno Osório

Chegamos ao fim de mais uma viagem. Depois de uma jornada de volta que iniciou ainda na sexta, quando deixamos Cracóvia rumo a Frankfurt, depois Madri e São Paulo, chegamos na manhã de hoje em Porto Alegre.

As impressões sobre algumas das coisas pelas quais passamos ainda deverão aparecer por aqui. Por isso, o objetivo deste post não é colocar o blog em recesso novamente. Nos próximos dias queremos publicar fotos e algumas palavras sobre um ou outro assunto antes de dar um tempo no Velha Amiga até a próxima jornada.

O que já podemos dizer é que foi uma viagem completamente diferente daquela que fizemos no ano passado, por Argentina, Chile e Bolívia. O que não deixa de ser um pouco óbvio. Ao viajar pela América do Sul, descobríamos um novo mundo a cada dia. Na Europa a experiência era outra: a cada dia, vivíamos (e confirmávamos a ideia de) um mundo que já parcialmente conhecíamos.

Mas isso não fez do nosso curto giro pelo Velho Continente uma viagem menor. Muito pelo contrário. Ver de perto lugares consagrados, como Torre Eiffel, Louvre, (pedaços do) Muro de Berlim, Auschwitz, Sagrada Família, entre outros, fez com que nos sentíssemos parte de uma realidade que até pouco tempo só era possível nos filmes e nos livros de história.

Há dois ou três anos, fazer uma viagem como essa era impraticável financeiramente. Por isso, muito da emoção de atravessar o portão de Brandemburgo ou entrar em um barracão de Birkenau é saber que nós chegamos nesses lugares tão importantes basicamente através do nosso próprio esforço. E a ajuda que recebemos foi dos nossos pais, que ainda não conhecem a Europa e que, quando tinham a nossa idade, ter esse objetivo era praticamente um delírio.

Realizado. Por mim e por eles. Foi mais ou menos assim que me senti quando vi a Torre pela primeira vez – quando caiu a ficha de realmente estávamos lá, em Paris (na Europa!), vendo aquela gigantesca estrutura de mais de 300 metros com nossos próprios olhos. Não me esquecerei nunca daquele momento. Mesmo “observando” de longe, tenho certeza de que meus pais também não.

Os melhores

por Moreno Osório e Marcela Donini

Sagrada Família

Sagrada Família

 

BARCELONA

Sagrada Família. Se depois de conhecer Paris, toda cidade vira subúrbio, depois de visitar a obra máxima do Gaudí, toda catedral vira capela.

Casa Batló. A mescla de beleza e funcionalidade de cada ambiente mostra a genialidade e a originalidade do arquiteto catalão.

Kabul Hostel. Apesar da zoeira, melhor serviço em hospedagem. Cerveja barata, café da manhã e jantinha.

Torre Eiffel

Torre Eiffel

 

PARIS

Torre Eiffel. Ver a torre foi o momento em que caiu a ficha de que estávamos na Europa. É realmente de tirar o fôlego. Tanto olhando de baixo quanto lá em cima, a mais de 300 metros de altura.

Passeio de bicicleta pelo Sena. Não foi de Vélib, mas pedalando nas margens do rio Sena fez com que nos sentíssemos um pouco parisienses.

Casamento do Felipe. Melhor festa, maior trago e uma orgia gastronômica em um lugar encantador.

The Killers

The Killers

 

LONDRES

Show do Killers. Apesar dos britânicos, ouvir os primeiros acordes de Human foi de arrepiar. Sem falar em All these things that I’ve done, claro.

Imperial War Museum. Melhor lugar para conhecer a história das duas grandes guerras em detalhes. Destaque para a exposição da Segunda Guerra vista pelo olhar das crianças e para a experiência de entrar em uma trincheira da Primeira Guerra. Além disso, melhor mostra que vimos sobre o Holocausto na viagem.

Musicais. Assistir a um musical é uma atração imperdível em Londres. Mesmo que não dê pra entender tudo por causa do idioma, vale a pena ver uma produção como a peça Les Miserables que vimos.

Amsterdam de barco

Amsterdam de barco

 

AMSTERDAM

Passeio de barco. Percorrer os canais que cortam o centro da simpática Amsterdam é uma gostosa e divertida maneira de ver a cidade.

Haxixe. Pra entrar mesmo no clima de Amsterdam, tem que ficar chapado.

Van Gogh Museum. Com pouco mais de 200 obras, consegue contar bem a história da curta vida artística do pintor holandês.

Reichstag

Reichstag

 

BERLIM

Reichstag. Audio guide completinho (e de graça), apresenta a cidade a partir de uma vista privilegiada. É um resumo de Berlim: de um lado, um prédio antigo e reconstruído após a guerra, de outro, uma moderna arquitetura símbolo da capital alemã no século XXI.

Berlin Wall Memorial. Na rua Bernau Strasser, pedaço preservado do muro ilustra a história contada no memorial localizado no mesmo local.

Wim Wenders. Encontramos o cara no metrô e ele nos levou para um show de punk rock.

Open'er Festival

Open'er Festival

 

GDYNIA

Open’er Festival. Lily Allen, Kings Of Leon, Ting Tings, Placebo, Prodigy em apenas uma noite. Precisa dizer mais?

Casa da Magda. Aconchegante e localizada em um bairro tranquilo, tinha até esquilos na janela.

Restaurante Pueblo. Acompanhados da nossa anfitriã, comemos uma boa comida mexicana em plena Polônia.

Auschwitz

Auschwitz

 

CRACÓVIA

Auschwitz. Experiência obrigatória. Entrar nos barracões de Birkenau é conhecer melhor um dos episódios mais horríveis da história da humanidade.

Compras. Viva o zloty! Produtos beeem mais baratos que no Brasil fizeram nossas malas praticamente dobrar de peso (tá, tem roupas sujas também).

Parques. Vários jardins formam um só parque que contorna a cidade antiga. No lugar dele ficava a muralha que protegia Cracóvia.

Fotos de Amsterdam

por Moreno Osório