Essa cidade tem feito me lembrar de Cusco, no Peru. Aliás, vê-se poucos cuscos em Ouro Preto. De lado a infâmia, as ruas irregulares e as construções da época colonial são escancarados uma semelhança. Mas sabe o clima modorrento de um lugar sem ter muito o que fazer a não ser turismo? É, tem um lado assim. Azar. O chope grandão custa R$ 4, o caldo de cana, R$ 0,50, a garrafinha de água, R$ 1. Preços quase, nesse caso, bolivianos – para um porto-alegrense. E tem as lojinhas que nem essa:
Inclusive vendem jornalista. Vem com máquina digital de brinde.
Só que não era sobre isso o assunto. Era sobre quando entrei na Casa da Ópera, hoje chamado de Teatro Municipal. No mais antigo no ramo em atividade na América do Sul, inaugurado em 1770, eis que ouço uma voz aveludada. Uma menina cantava explendidamente no palco.
Alternativazinha e tal. Saquei-lhe umas fotos. Aí sentei em uma cadeira e fiquei acompanhando. A letra era algo como o seguinte:
“Ele não me beijou, ele não me tocou. Ele me seduziu.”
Fui embora.


January 19th, 2010 - 7:44 pm
Tá muito bom teus textos, tuita sempre eles pra eu lembrar de ler! Tô me babando pelas comidas, mas nao senti inveja dos ônibus pinga.
January 19th, 2010 - 8:50 pm
Uai, podexá, Silvia!
January 19th, 2010 - 10:28 pm
grande, andré! quanta produtividade, hein! tá muito massa o blog. boa viagem!
(babei com o post do feijao)
January 20th, 2010 - 9:17 pm
Marcela, toda delícia do feijãozão no outro dia vira bomba nuclear. Cuidado. Hehe.