Depois de lesionar o tornozelo no Vaticano, ter uma crise de rinite que provocou um baita resfriado, fiquei sem voz após a festa no castelo, terça-feira. Ainda não sei se a causa foi a cantoria em italiano ou a brincadeira na neve às 2 da manhã.
Antestardedoquenunca: a Marcela, uma das sócias majoritárias do blog Velha Amiga, deu uma entrevista sobre os 7errantes na Rádio Gaúcha. Confere aqui.
Sabíamos que nosso destino era uma cidade pequena, medieval, e que a região, montanhosa, era bem mais fria do que Roma. Camerino não poderia ter criado melhor impressão na chegada.
Essa abaixo era a vista da janela do nosso quarto no domingo à noite, pouco depois de o ônibus que nos trouxe da capital parar próximo ao elevador que leva ao centro histórico da cidade.
Não dá para perceber na foto, mas estava nevando e nevou a durante toda aquela noite. E essa era vista do mesmo lugar, pela manhã:
Ver Amsterdã coberta de neve, mesmo que tenha sido da janela da ponte de desembarque, foi uma recompensa após o voo desde Guarulhos. Nunca tínhamos feito viagem tão longa e em um avião deste porte, mas as coisas começaram a dar erradas no guichê da KLM/Air France em São Paulo.
Pelo site da companhia, havíamos reservado as poltronas para o vôo, 57A e 57B, janela na parte traseira do Boeing. Estávamos tranqüilos, e não checamos as passagens que o funcionário da companhia nos passou. Grande erro. Quando pegamos os bilhetes na mão, pouco antes do embarque, nos demos conta que aquele maledetto em SP tinha trocado os assentos para 36D e 36E, corredor central e no meio do avião, sobre a asa.
Falei com um smurf, mas o avião estava lotado e ele sugeriu que eu pedisse para trocar com quem estivesse nos assentos desejados. Arram. O resumo da história é que o voo só não foi mais desconfortável que viajar de Porto Alegre a Tenente Portela por que o ônibus da Ouro e Prata para em quase todas as placas de Coca-Cola no caminho.
Nem a TV na poltrona, com games, seriados americanos e filmes recém-lançados no Brasil, como Bastardos Inglórios e Distrito 9, compensou a falta de espaço, a pouca inclinação das cadeiras e o movimento intenso no corredor.
Numa conversa com a professora de italiano na Acirs, descobrimos a Escola Dante Alighieri em Camerino, que, segundo ela, aliava curso de língua e cultura italiana com assessoria para a cidadania.
Após uma pesquisa de custo-benefício com outras assessorias e claro, e muitas, muitas contas, escolhemos Camerino para armar a barraca (?). A cidade medieval de aproximadamente 7 mil habitantes pertence à Região de Marche e fica a 150 quilômetros de Roma.
A temperatura lá nessa época do ano fica entre -5 e 10 graus (bye bye, Forno Alegre \o/), e, sim, vamos conhecer a neve e de quebra bevere molto vino e mangiare molta pasta, em casa ou em um dos quatro restaurantes da cidade (4!). Mas não menosprezem questa piccola città ainda. Camerino possui uma universidade com 9 mil estudantes, mais cabecinhas que o total da população.
Os bares também não enchem uma mão, parece até que só tem um, mas só acreditamos vendo. A previsão é de muuuita calmaria, quebrada apenas pela programação da escola. Assunto para outro post.
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