pra onde eu vou, venha também

Não conheço outras cidadezinhas européias com mais de mil anos, então minhas referências são do Brasil. Não se espera muito de um lugar com 7 mil habitantes no Rio Grande do Sul. Uma praça onde o pessoal se reúne, um ou dois barzinhos legais, talvez um restaurante que faça valer a pena botar o pé pra fora de casa e festa no clube em alguns finais de semana.

E foi por isso que Camerino surpreendeu. Sim, é pequena, se conhece o centro histórico em um dia, caminhando e se perdendo pelas ruelas. Ok, tem uma universidade pública e atrai muita gente de fora por isso. Mas tem três ou quatro cafés que não fazem feio diante dos de Buenos Aires ou Roma, mais uns quatro restaurantes bons – só conhecemos um até agora, o Noé, excelente -, pubs, discotecas, bares, loja de chocolates (!), wi-fi na praça (embora a praça esteja em reforma, sem piso), palácios, igrejas quase tão antigas quanto a cidade, museus e parques.

Um deles, o Parco della Rocca dei Borgia, uma fortaleza construída numa extremidade da cidade poderia ser locação do Senhor dos Anéis. Merece um post a parte. É de lá a vista desta foto.

Outra coisa tri daqui é o Teatro Fillipo Marchetti, de 1856, restaurado na década de 80 e que recebe peças e concertos regulares.

E tem um cinema que não virou Igreja Universal, com sessões regulares em dias úteis e inúteis.

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