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Tinha esquecido de contar essa. Aqui em Camerino, com a quantidade de gente do Brasil, era de se esperar alguém que trabalha com teu ex-colega de faculdade em Porto Alegre. Um índio de Santa Maria que conhece o irmão do teu amigo de Horizontina. Ou até o cara de Campo Grande que estuda Engenharia Mecânica em Floripa e é colega de alguém da tua cidade de 13 mil habitantes no noroeste do RS.
Nos hospedamos em Roma na casa de uma família, como havia contado, que nos recebeu muito bem. A mulher, Neusa, é gaúcha e mora em Roma há mais de 20 anos, vive com marido e filho em um grande apartamento a 10 minutos do centro.
Quem nos passou o contato dela foi o pessoal da assessoria aí em Porto Alegre, e a Neusa só recebe quem eles indicam. Lá pelo quarto dia em Roma, estávamos conversando na cozinha e começamos a falar da enxurrada que havia atingido o Rio Grande na virada do ano. Comentei que havia me impressionado ao passar por Marques de Souza em janeiro, que estava coberta de lama.
- Eu conheço Marques de Souza, passo por lá quando volto pra casa visitar minha mãe.
- Mas de onde tu é?
- Tenente Portela.
A família ainda vive no interior de Derrubadas, ex-distrito de Portela. Ela conhece “os Rosa Lopes” e é amiga de uma prima minha que vive na Suíça há quase 30 anos. Tenente Portela, coração do mundo.























