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Superamos o trecho mais complicado na primeira hora. Nos arredores de Camerino, as curvas em U das estreitas estradas entre as montanhas tornam a viagem lenta. Nas autoestradas, a velocidade máxima varia de 110 a 130 km/h. Seguindo os comandos do GPS, a ida foi tranquila.
Para chegar a Vesúvio, foi preciso pegar uma estrada secundária, e foi aí que a Tia do GPS, uma senhora italiana de meia idade, começou a nos faltar. Entre retornos que não existem mais e contramãos nas ruas da periferia de Nápoles, acabamos pagando 3 euros a mais em pedágio, 1 por cada reingresso, proposital ou não, na autoestrada.

É possível subir de carro boa parte do Vesúvio, até o acesso ao parque que cerca o monte, onde se paga 2 euros pelo estacionamento e mais 9 euros para seguir o percurso a pé (4,50 com desconto para estudante ou jornalistas). A subida é difícil, 40 minutos de luta contra um vento gelado, que junto com a diferença de altitude causa forte dor nos ouvidos.
Mesmo que descontada a bela vista da costa napolitana, caminhar sobre o vulcão que entrou para a história como sinônimo de morte e destruição, em meio ao vapor que brota das rochas e escutando apenas o assovio do vento, é algo pro resto da vida .
À tarde, depois de deixarmos mais uns 3 euros no pedágio por conta da Tia do GPS, seguimos para Pompéia. O ingresso para o sítio arqueológico tem uma particularidade que ainda não conseguimos entender. O desconto para estudantes é válido apenas para europeus – e brasileiros de Santa Catarina ou Paraná. O bilhete para os outros mortais custa 11 euros, mas sai de graça para museólogos e jornalistas (chupa, Vaticano!). Fim da parte 2.

















