pra onde eu vou, venha também

infiéis que chinelearam o boneco de neve barrococó renascentista, amplamente influenciado pelo nosso contato com a arte alhures.

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Depois de lesionar o tornozelo no Vaticano, ter uma crise de rinite que provocou um baita resfriado, fiquei sem voz após a festa no castelo, terça-feira. Ainda não sei se a causa foi a cantoria em italiano ou a brincadeira na neve às 2 da manhã.

Antestardedoquenunca: a Marcela, uma das sócias majoritárias do blog Velha Amiga, deu uma entrevista sobre os 7errantes na Rádio Gaúcha. Confere aqui.

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Não conheço outras cidadezinhas européias com mais de mil anos, então minhas referências são do Brasil. Não se espera muito de um lugar com 7 mil habitantes no Rio Grande do Sul. Uma praça onde o pessoal se reúne, um ou dois barzinhos legais, talvez um restaurante que faça valer a pena botar o pé pra fora de casa e festa no clube em alguns finais de semana.

E foi por isso que Camerino surpreendeu. Sim, é pequena, se conhece o centro histórico em um dia, caminhando e se perdendo pelas ruelas. Ok, tem uma universidade pública e atrai muita gente de fora por isso. Mas tem três ou quatro cafés que não fazem feio diante dos de Buenos Aires ou Roma, mais uns quatro restaurantes bons – só conhecemos um até agora, o Noé, excelente -, pubs, discotecas, bares, loja de chocolates (!), wi-fi na praça (embora a praça esteja em reforma, sem piso), palácios, igrejas quase tão antigas quanto a cidade, museus e parques.

Um deles, o Parco della Rocca dei Borgia, uma fortaleza construída numa extremidade da cidade poderia ser locação do Senhor dos Anéis. Merece um post a parte. É de lá a vista desta foto.

Outra coisa tri daqui é o Teatro Fillipo Marchetti, de 1856, restaurado na década de 80 e que recebe peças e concertos regulares.

E tem um cinema que não virou Igreja Universal, com sessões regulares em dias úteis e inúteis.

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Sabíamos que nosso destino era uma cidade pequena, medieval, e que a região, montanhosa, era bem mais fria do que Roma. Camerino não poderia ter criado melhor impressão na chegada.

Essa abaixo era a vista da janela do nosso quarto no domingo à noite, pouco depois de o ônibus que nos trouxe da capital parar próximo ao elevador que leva ao centro histórico da cidade.

Não dá para perceber na foto, mas estava nevando e nevou a durante toda aquela noite. E essa era vista do mesmo lugar, pela manhã:

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