pra onde eu vou, venha também

Levamos ao extremo a inconseqüência no planejamento com a viagem a Pompéia e Nápoles. Decidimos ir na quinta, na sexta começamos a nos mexer para alugar um carro para seis, sete, ou nove pessoas, e acabamos sem furgão no sábado.

Depois de várias tentativas de reserva por telefone nas locadoras da região de Camerino, decidimos pegar uma Ducato em Perugia numa promoção do site da Avis. A cidade era destino de uma excursão da escola no sábado. No caminho, recebemos um e-mail da locadora dizendo que não havia mais kombão disponível, mi dispiace.

Brasileiros que somos, naumdesistimonunca, abandonamos os colegas e seguimos rumo à estação de trem perugina tentar a sorte em alguma locadora do local. Entramos na Maggiore 10 minutos antes do fechamento, às 16h50min de sábado.

O preço não foi o melhor e no Volkswagen Touran só cabiam sete pessoas, sendo duas em banquinhos no porta-malas, mas era isso ou dois carros pequenos, o que tornaria a viagem muito cara. Resolvido um dos problemas, surge outro: quem dos oito viajantes não estaria no carro. Depois de uma noite de debates, ficou decidido que duas pessoas iriam de trem.

Aí pela 1h fiz a reserva do quarto em albergue em Nápoles para oito pessoas. Durante a madrugada, agregamos outro elemento, e partimos as 4 da manhã com o carro lotado. Esses são os companheiros de empreitada nas ruínas de Pompéia:


Na foto grande: nós, o Luiz (C), nosso motorista por aclamação, Lídia (E), Karina (D) e Yuri (C, ao fundo). Nas pequenas, o Leandro, que se negou a aparecer na foto grande; Letícia e Giovana, que fizeram a viagem de trem e chegaram mais tarde.

To be continued…

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Neste final de semana, a turma de fevereiro deixou Camerino. Ficamos nós, outros dois gaúchos e três palestinos. Dos que se foram, 34 eram brasileiros, e boa parte do RS.

Acabamos praticando pouco o italiano fora da escola e das situações inevitáveis, como em padarias e fruteiras, mas fizemos muitos amigos, daqueles dispostos a não te deixar pagar mico sozinho. A Aline foi perguntar para um italiano sobre a letra de uma música durante a janta no castelo, e a consequência lamentável taí embaixo.

Esses também foram os parceiros da indiada de carro rumo a Napoli, assunto do próximo post.

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Tinha esquecido de contar essa. Aqui em Camerino, com a quantidade de gente do Brasil, era de se esperar alguém que trabalha com teu ex-colega de faculdade em Porto Alegre. Um índio de Santa Maria que conhece o irmão do teu amigo de Horizontina. Ou até o cara de Campo Grande que estuda Engenharia Mecânica em Floripa e é colega de alguém da tua cidade de 13 mil habitantes no noroeste do RS.

Nos hospedamos em Roma na casa de uma família, como havia contado, que nos recebeu muito bem. A mulher, Neusa, é gaúcha e mora em Roma há mais de 20 anos, vive com marido e filho em um grande apartamento a 10 minutos do centro.

Quem nos passou o contato dela foi o pessoal da assessoria aí em Porto Alegre, e a Neusa só recebe quem eles indicam. Lá pelo quarto dia em Roma, estávamos conversando na cozinha e começamos a falar da enxurrada que havia atingido o Rio Grande na virada do ano. Comentei que havia me impressionado ao passar por Marques de Souza em janeiro, que estava coberta de lama.

- Eu conheço Marques de Souza, passo por lá quando volto pra casa visitar minha mãe.

- Mas de onde tu é?

- Tenente Portela.

A família ainda vive no interior de Derrubadas, ex-distrito de Portela. Ela conhece “os Rosa Lopes” e é amiga de uma prima minha que vive na Suíça há quase 30 anos. Tenente Portela, coração do mundo.

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Depois de lesionar o tornozelo no Vaticano, ter uma crise de rinite que provocou um baita resfriado, fiquei sem voz após a festa no castelo, terça-feira. Ainda não sei se a causa foi a cantoria em italiano ou a brincadeira na neve às 2 da manhã.

Antestardedoquenunca: a Marcela, uma das sócias majoritárias do blog Velha Amiga, deu uma entrevista sobre os 7errantes na Rádio Gaúcha. Confere aqui.

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Da esquerda para a direita:  Aline, Daniel, Alexandre, Adriane, André, Ana, Marcela e Marcelo

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