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Estávamos curiosos para conhecer pela importância na região – é a capital de Marche e um dos maiores portos do país – e pela história. Mas a verdade é que fomos para Ancona porque os estudantes do mês de fevereiro foram embora e nos deixaram dois bilhetes de trem. E também porque tem uma baita loja de eletrônicos, onde compramos a máquina fotográfica.
A área da estação ferroviária, mais nova, não tem nada demais, poderia ser qualquer grande cidade europeia. No caminho para o centro histórico se vê o porto, e os ferrys gigantes que partem dali para Croácia, Grécia e Tunísia. É a primeira visão legal do lugar.
A área mais antiga da cidade é, pra variar, construída em cima de uma colina. No pé do morro, ao lado do Teatro delle Muse, fizemos no “La Cantineta” a melhor refeição na Itália. O prato se chama Impicatto, e a bóia com vinho custou 36 euros para os dois.
Subindo, começam a aparecer as marcas dos terremotos e dos bombardeios. As mais evidentes estão em duas igrejas quase vizinhas, que tiveram as fachadas reconstruídas com materiais diferentes do original.
No topo fica a Catedral de San Ciriaco. Chegamos lá durante o ensaio de um coral. E isso provavelmente nos influenciou: ficamos com a impressão de estarmos dentro da igreja mais bonita que já vimos – e vimos muitas, acreditem.
No outro lado da cidade ficam o Passeto e a praia. Não parece o lugar mais agradável para se passar uma tarde de verão, mas rendeu boas fotos.
















