
Deveríamos ter deixado Guarulhos às 21h05min de domingo, mas o Boeing 777-300 da KLM chegou atrasado a São Paulo. Com isso e mais uma checagem de documentos no desembarque, a conexão na Holanda, prevista para ter uma hora e quinze minutos, teria 45 minutos.
N.A: Leitorinho, dê play antes de continuar.
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Saímos apressados do portão “E” alguma coisa rumo ao B17. Tinham nos avisado que Schiphol era grande, mas puta merda. Entramos na primeira fila diante de uma placa “passports” que vimos e, óbvio, era a errada.
Bela guarda holandesa – English?
Nós – Yes.
BGH, olhando os passaportes – O que trás vocês a Holanda?
Nós – Estamos fazendo uma conexão para Roma.
BGH, olhando as passagens – Vocês estão no lugar errado. E estão atrasados! O horário de embarque era 12h30min.
Nós – Sim, nosso vôo chegou depois do horário e estamos atrasados!
BGH – Dobrem a direita aqui, tem outro checkpoint como esse a uns 200 metros. Corram com o passaporte na mão e digam que estão atrasados.
Nós, virando as costas e iniciando desabalada carreira – Ok, thanks!
BGH, aos berros – Run, run like Forest Gump!
Ao som das gargalhadas do pessoal que estava na fila, partimos rumo ao próximo guichê, que ficava a uns 400 metros. Era 12h45min. Cerca de uma centena de pessoas se aglomerava na frente, inclusive brasileiros que estavam no nosso vôo e que também tinham conexão marcada para 13h.
Abordamos a primeira smurfete da KLM que vimos:
Nós, esbaforidos – Estamos atrasados!
Smurfete, olhando as passagens – sim, vocês estão muito atrasados! Sigam-me.
A smurfete disse alguma coisa em holandês para o oficial, passamos na frente de toda a fila por um portão lateral e fomos ao primeiro guichê liberado. E assim chegamos à temida Imigração. Com muito sono, sem fôlego, perdidos e atrasados. Sim, caros 11 leitores, é aquele momento que provocou meses de apreensão, que poderia resultar no retorno a Porto Alegre já nesta quarta-feira.
Ele durou aproximadamente 10 segundos, tempo que o holandês levou para verificar os passaportes e carimbar, sem olhar para a nossa cara!
E daí a carreira realmente começou. Tínhamos 12 minutos para chegar ao B17. Corremos por saguões e esteiras por mais de um quilômetro, e quando estávamos a 400 metros do destino, outra smurfete começou a gesticular e gritar “mais rápido, mais rápido, vamos”, em inglês.
Entregamos as passagens “just in time” e nos acomodamos no Airbus da Alitalia que nos traria a Roma quatro minutos antes do horário de partida.
Gostaríamos de agradecer à equipe da KLM pela torcida e pela ajuda nos momentos difíceis, sem vocês este post não seria possível.