pra onde eu vou, venha também

Haviam nos dito, ou lemos Google afora, que não valia a pena compra roupas para o frio no Brasil, que deixássemos para encontrar os casacos e calçados que faltassem na Europa. Foi a melhor dica para esta viagem.

Desde o início de fevereiro, em todas as cidades, não importa o tamanho, rolam as promoções de inverno, com descontos que chegam a 70%. Nos brechós da Via del Governo Vecchio, centro de Roma, encontramos casacos legais, aqueles de lã feitos para estivador, pesados e um pouco puídos, mas com preços que iam de 80 a 140 euros (algo em torno de R$ 350).

No dia seguinte, sem ter comprado nada nos brechós, estávamos em busca de um lugar para comer no Trastevere quando encontramos a Oviesse. É uma loja de departamentos tipo Renner e C&A, sem o vendedor pentelho te empurrando coisas (e na Itália eles podem ser bem pentelhos), mas com roupas de melhor qualidade e bom gosto. Peguei lá um casaco de lã novo por 60 euros (mais ou menos R$ 150). Parece que a cadeia de lojas, como metade do país, pertence ao Berlusconi.

Especialmente para mulheres, a Zara e a H&M são boas pedidas do mesmo tipo de loja, só que as roupas eram muito cheias de brilhos e frescuras para o nosso gosto. Na Zara, blusas femininas de manga curta e longa estavam por 3 euros.

Em Roma, lojas das grandes marcas nas vias del Corso, Condotti e arredores, Diesel, Benetton, Puma, etc. também entram nos saldos e se encontra terno Armani por 90 euros.

Não encontramos nenhuma grande loja de calçados, entramos em várias pequenas, e a melhor coisa a fazer é dar uma pesquisada. A mesma bota custa 50 euros em uma loja e 20 em outra. A Aline pegou uma bonita e boa para encarar o frio por 20 em Florença.

Comprar eletrônicos não vale muito a pena, mesmo quando se compara com o Brasil e não com o Paraguai. Se encontra celulares estilo iPhone por 499 euros, que podem ter o desconto de imposto na saída do país, se essa ocorrer até três meses depois da compra. Vimos laptops Sony Vaio, que dificilmente baixam de R$ 3 mil aí, a 799 euros (uns R$ 2 mil), 300 euros acima da cota.

Só não espere encontrar facilmente coisas Made in Itália. Quase tudo o que vimos por aqui, de casacos a casacos, era fabricado na China, Vietnã e até Tunísia, apesar de as marcas serem locais.

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Confere as fotos do bundalelê veneziano.

Veneza

Domingo de Carnaval numa cidade maravilhosa

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Conhecemos na semana passada o Carnaval de Veneza, mas não conhecemos Veneza.

A aglomeração de pessoas começa antes mesmo de chegar à ilha, nas filas do traghetto, o barquinho que leva para as ilhas. Guias turísticos por todos os lados, com guarda-chuvas fechados em riste, conduzindo seus rebanhos.

O guia figuraça da escola, Carlo Plim-Plom (E, encarando o mascarado), já é conhecido por lá e, com hora marcada, embarcamos no traghetto em cerca de 10 minutos. Avançamos pelo Canal de Giudecca, passando em frente às igrejas de Palladio (“Palladio, Palladio, Palladio!”, gritava uma das passageiras, aparentemente estudante de Arquitetura) e contemplando nas duas margens um belo panorama da cidade.

Desembarcamos a umas quatro quadras (ou o equivalente veneziano disso) da Piazza San Marco, tomando cuidado para não pisar nas bolsas falsificadas vendidas por camelôs, na água que brota do chão em alguns horários do dia e nos japoneses (uma tese: como a maioria dos cidadãos italianos vive fora do país, há mais japoneses do que italianos na Itália).

O programa oficial prevê atrações em pontos diferentes da cidade, que incluem shows de mágica, recitais, teatro, gincanas e concursos de gastronomia. Imaginamos que não veríamos mulatas, charangas ou colombinas descendo na boquinha da garrafa por lá. Só que peraí. Tocar o Division Bell, disco new age do Pink Floyd pós-Waters em pleno domingo de Carnaval (confere no vídeo) é de brochar o pierrot mais faceiro.

A coisa toda fica um pouco mais animada ao anoitecer. Diversas pessoas com fantasias estilo Ligações Perigosas, muito elaboradas, vindas do mundo inteiro, posam sob os arcos da praça para os interessados em fotografar, que são muitos.

Os preços, que costumam ser acima da média em pólos turísticos, ficam proibitivos nessa época. Como em todas as cidades que conhecemos aqui, sempre tem uma pizzaria que salva. O ideal é levar algum lanche na mochila ou sair de casa com algum lugar já determinado e uma idéia de quanto se pretende gastar.

A festa tem seu charme, afinal, é em Veneza, linda, linda, mas enfrentar engarrafamento de gente para atravessar pontes ou ruas estreitas foi tão xarope que essa ida não contou. Vamos ter que ir de novo!

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Uma das noites mais legais que passamos aqui na Itália, seja pela atração principal ou pelo que rolou depois, foi na cidade de Caldarola. A escola organiza todos os meses, no inverno, um jantar no Castello Pallota, que é uma das construções históricas do gênero mais bem conservadas do país.

Aliás, parênteses. Uma coisa com que logo se acostuma em solo italiano é a hipérbole. Se não for o mais antigo, o maior, o mais bem conservado, o mais bem conservado coberto com tal tipo de mármore, ou o único construído com oito tipos de mármores, é o segundo maior, o terceiro mais bem conservado, etc. Fecha parênteses.

Para entrar no clima, houve uma visita guiada pelos principais aposentos da mansão construída na Idade Média. Cozinha, sala de estar, biblioteca, escritório, boudoir, sala de descanso, dormitório dos hóspedes, banheiro, uma espécie de garagem onde ficam as carruagens de várias épocas.

O que normalmente ocorre em castelos que viram atrações turísticas por aqui são modernizações para receber hóspedes e abrigar festas que acabam descaracterizando o lugar – que provavelmente já estava detonado. São realizadas melhorias, troca de móveis, uma pinturinha ali, outra lá, eis que aos poucos a identidade do lugar se perde.

O diferencial do casebre dos Pallota – família nobre que ainda hoje é proprietária do lugar – são detalhes como obras de arte, utensílios de cozinha, móveis, armas e uniformes originais. A evolução foi natural, e algumas das últimas “modernizações” foram energia elétrica, água corrente e vaso sanitário, instalados há mais de século.

Mais recente é o restaurante, instalado onde era a gendarmeria. Pela segunda vez aqui na Itália me lembrei do Pônei Saltitante. A noite continuou com vino, pasta e cantoria. Teve karaokê comandado pelos professores, que também fiscalizavam quem comia massa usando a faca. Onde já se viu.

Vamos poupar nossos 11 leitores do vídeo do assassinato de “La bella polenta”.

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infiéis que chinelearam o boneco de neve barrococó renascentista, amplamente influenciado pelo nosso contato com a arte alhures.

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Mais umas imagens da nossa visita ao “monumento ao Renascimento”, como diz o guia que o Mags emprestou (valeu, André, o livro já tá meio judiado, mas tá quebrando vários galhos).

Florença

Domingo na capital da Toscana

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Depois de lesionar o tornozelo no Vaticano, ter uma crise de rinite que provocou um baita resfriado, fiquei sem voz após a festa no castelo, terça-feira. Ainda não sei se a causa foi a cantoria em italiano ou a brincadeira na neve às 2 da manhã.

Antestardedoquenunca: a Marcela, uma das sócias majoritárias do blog Velha Amiga, deu uma entrevista sobre os 7errantes na Rádio Gaúcha. Confere aqui.

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O site está instável desde ontem,  nem todo mundo consegue acessar e nós não conseguimos publicar. A equipe de TI dos 7errantes está trabalhando o mais rápido possível para resolver o problema de forma satisfatória para nossos usuários.

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Se tivéssemos que escolher apenas três destinos na Itália, provavelmente seriam Roma, Florença e Veneza. Vamos encarar o Carnaval de Veneza neste domingo, e no domingo passado fomos a Florença.


Foi uma visita de reconhecimento, caminhamos bastante e não entramos nos museus que fazem a fama do lugar porque retornaremos no mês que vem. É uma bela cidade, mas meio suja e largada, sem o mesmo cuidado com a preservação dos prédios históricos que é evidente no centro romano.

O Carnaval dos italianos começa oficialmente uma semana antes, no sábado, e muitos pais aproveitaram o domingo de sol para passear de mãos dadas com os bambini fantasiados, como a Cinderela e a Cruela da foto.

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Enquanto não vem post novo sobre Florença, a festa no castelo e muito mais neve, fiquem com as fotos de Roma.

Roma

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